ALIEN O OITAVO PASSAGEIRO

Alien, o 8º Passageiro

Alien

Alien
(no Brasil, Alien, o 8º Passageiro,  e, em Portugal,
Alien -
O 8º Passageiro) é um filme americano de
1979 
dirigido por Ridley Scott e protagonizado por Tom Skerritt, Sigourney
Weaver, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton, John Hurt, Ian Holm e
Yaphet Kotto. O título do filme refere-se ao antagonista
primário: uma criatura alienígena altamente
agressiva que
persegue e mata a tripulação de uma nave
espacial. Dan
O'Bannon escreveu o roteiro do filme baseado em uma história
criada por ele e por Ronald Shusett, tirando
inspiração
de trabalhos anteriores de ficção
científica e
terror.

 O
filme foi produzido pela Brandywine Productions e
distribuído
pela 20th Century Fox, com os produtores David Giler e Walter Hill
fazendo revisões e adições
significativas no
roteiro. O Alien e seus elementos acompanhantes foram criados pelo
pintor surrealista H. R. Giger, enquanto os artistas conceituais Ron
Cobb e Chris Foss criaram os aspectos humanos do filme.


Alien
foi aclamado pela crítica e foi um sucesso de bilheteria,
recebendo o Oscar de melhores efeitos visuais, os Saturn Awards de
melhor filme de ficção científica,
melhor
direção para Scott e melhor atriz coadjuvante
para
Cartwright, o Hugo Award de melhor apresentação
dramática junto com várias
indicações.

Permaneceu
muito elogiado nas décadas seguintes, sendo escolhido para
preservação em 2002 pelo National Film Registry
da
Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, sendo considerado um filme
"culturalmente, historicamente, ou esteticamente significante".


O
sucesso de Alien criou uma franquia de livros, quadrinhos, jogos e
brinquedos, como também três sequências
e duas
prequências. Também lançou a carreira
de Weaver,
dando a ela seu primeiro papel principal, e a história dos
encontros de Ripley com os alienígenas se tornou a base para
as
histórias das sequências: Aliens (1986), Alien 3
(1992) e
Alien Resurrection (1997).


Ficheiro:Ridley Scott by Gage Skidmore.jpg

Ridley
Scott


Enredo



 Aviso:
Este artigo ou se(c)ção contém
revelações sobre o enredo.


A
nave espacial rebocadora Nostromo está em sua viagem de
volta de
Thedus para a Terra, rebocando uma refinaria e 20 milhões de
toneladas de minério, carregando sete tripulantes em estase.
Ao
receber uma transmissão de origem desconhecida de um
planetóide vizinho, o computador da nave acorda a
tripulação. Agindo sob ordens de seus
empregadores, a
tripulação desanexa a Nostromo da refinaria e
aterrissa
no planeta, danificando a nave. O Capitão Dallas, o Primeiro
Oficial Kane e a Navegadora Lambert saem para investigar a origem do
sinal, enquanto a Subtenente Ripley, o Oficial de Ciências
Ash e
os Engenheiros Brett e Parker ficam para trás para monitorar
seu
progresso e consertar a nave.

Dallas,
Kane e Lambert descobrem que o sinal está vindo de uma nave
alienígena abandonada. Dentro eles encontram os restos de
uma
enorme criatura alienígena, cujas costelas parecem ter
explodido
de dentro para fora. Enquanto isso, o computador da Nostromo
parcialmente decifra o sinal da transmissão, que Ripley
determina como algum tipo de aviso. Kane descobre uma grande
câmara contendo vários ovos, um dos quais
lança uma
criatura que se prende a seu rosto. Dallas e Lambert carregam Kane para
a Nostromo. Ash permite que eles entrem contra as ordens de Ripley para
seguir o protocolo de quarentena da nave.


Ficheiro:Sigourney Weaver @ 2010 Academy Awards cropped.jpg

Sigourney
Weaver


Eles
sem sucesso tentam remover a criatura do rosto de Kane, descobrindo que
seu sangue é um ácido extremamente corrosivo.
Eventualmente a criatura se solta sozinha e morre. Com a nave
consertada, a tripulação continua sua viagem para
a
Terra.


Kane
acorda, aparentemente ileso, porém, durante uma
refeição antes de voltarem para estase, ele
começa
a engasgar e ter convulsões até que uma criatura
alienígena sai de seu peito, matando-o e fugindo pela nave.
Sem
armas convencionais, a tripulação tenta localizar
e
capturar a criatura criando sensores de movimento, aguilhões
elétricos e lança chamas. Brett segue o gato da
tripulação até uma grande sala onde o
agora
crescido Alien o ataca e desaparece com seu corpo pelo sistema de
ventilação.


Ficheiro:Veronica Cartwright.jpg

Veronica Cartwright


 Dallas
entra no sistema de ventilação tentando
forçar o
Alien para uma eclusa de ar onde ele possa ser expelido da nave,
porém ele é emboscado pela criatura. Lambert
implora para
que o resto da tripulação escape na nave auxiliar
da
Nostromo, porém Ripley, agora no comando, explica que a nave
auxiliar não vai suportar quatro pessoas.


Harry
Dean Stanton


Acessando
o computador da nave, Ripley descobre que Ash recebeu ordens de
retornar o Alien para os empregadores da Nostromo, mesmo que isso custe
a vida de toda a tripulação. Ash a ataca,
porém
Paker intervém e corta sua cabeça com o
lança
chamas, revelando que Ash era um andróide. Antes de Parker
incinerá-lo, Ash prevê que o restante da
tripulação não vai sobreviver. As
três
pessoas restantes planejam ativar a sequência de
autodestruição da Nostromo e escapar pela nave
auxiliar,
porém Parker e Lambert são mortos pelo Alien
enquanto
reunem os suprimentos necessários.


Tom
Skerritt


Ripley
inicia a sequência de autodestruição e
vai para a
nave auxiliar com o gato da tripulação,
porém o
Alien bloqueia seu caminho. Ela tenta, sem sucesso, abortar a
sequência de autodestruição. Ripley
retorna e
descobre que o Alien sumiu, escapando no último minuto da
explosão da Nostromo.


Ficheiro:John Hurt at the 2009 Tribeca Film Festival.jpg

John
Hurt


Enquanto ela se prepara para
entrar em estase,
Ripley descobre que o Alien está abordo da nave auxiliar.
Ela
coloca uma roupa espacial e abre a escotilha, causando uma
descompressão explosiva que força o Alien a sair
pela
escotilha aberta. Ela atira com uma arma de gancho, porém a
arma
sai de sua mão e fica presa na porta, amarrando o Alien a
nave.
A criatura tenta ir para um dos motores, porém Ripley os
ativa e
o Alien é jogado para o espaço. Ela
então vai para
a estase junto com o gato, continuando sua viagem até a
Terra.


Ficheiro:Ian Holm.jpg

Ian Holm


Produção



                                                      
Origens


Enquanto
estudava cinema na Universidade do Sul da Califórnia, Dan
O'Bannon fez uma comédia de ficção
científica com o diretor John Carpenter e o artista
conceitual
Ron Cobb chamada Dark Star.  O filme possuia um
alienígena
que havia sido criado com uma bola de praia pintada com spray, e a
experiência deixou O'Bannon "querendo muito fazer um filme
com um
alienígena que parecesse real".


Yaphet
Kotto


Alguns
anos depois ele começou a trabalhar em uma
história
semelhante que se focaria mais no terror: "Eu sabia que queria fazer um
filme assustador em uma nave espacial com um número pequeno
de
astronautas", ele lembra, "Dark Star como um filme de terror ao
invés de uma comédia".  Ronald Shusett,
enquanto
isso, estava trabalhando em uma versão de um roteiro que
eventualmente se tornaria Total Recall.  Impressionado por
Dark
Star, ele contatou O'Bannon e os dois concordaram em colaborar em seus
projetos, escolhendo trabalhar primeiro no filme de O'Bannon porque os
dois acreditaram que ele seria o mais barato de se produzir.



Gordon
Carroll , produtor


O'Bannon
havia escrito vinte e nove páginas de um roteiro chamado
Memory
que consistia naquilo que se tornaria as cenas de abertura de Alien:
uma tripulação de astronautas acordando e
descobrindo que
sua viagem foi interrompida porque estão recebendo um sinal
vindo de um misterioso planetóide. Eles investigam e sua
nave
quebra na superfície.  Entretanto, ele ainda
não
tinha uma ideia clara de como seria o antagonista alienígena
da
história.



David
Giler,  produtor


O'Bannon logo aceitou a oferta de
trabalhar na
adaptação do romance Dune, um projeto que o levou
à Paris por seis meses.  Apesar do projeto
não ter
dado certo, ele o apresentou para vários artistas cujos
trabalhos lhe deram ideias para sua história de
ficção científica, incluindo Chris
Foss, H. R.
Giger e Jean Giraud.  O roteirista ficou impressionado pelas
capas
de Foss para livros de ficção
científica, e achou
que os trabalhos de Giger eram "perturbadores":  "As pinturas
dele
tiveram um profundo efeito em mim. Eu nunca havia visto algo que era
tão horrível e ao mesmo tempo tão
bonito quanto
seus trabalhos. Então eu acabei escrevendo um roteiro sobre
um
monstro Giger".



Walter
Hill , produtor


Depois
do projeto de Dune, O'Bannon retornou para Los Angeles, e ele e Shusett
reviveram o roteiro Memory. Shusett sugeriu que O'Bannon usasse uma de
suas outras ideias para filmes, gremlins se infiltrando em um
bombardeiro B-17 durante a II Guerra Mundial, e a colocasse em uma nave
especial como a segunda metade da história.  O
título provisório do projeto agora era Star
Beast,
porém O'Bannon não gostou e o mudou para Alien
depois de
perceber a quantidade de vezes que a palavra aparecia no roteiro. Ele e
Shusett gostaram da simplicidade do novo título e seu
significado duplo como substantivo e adjetivo.  Shusett criou
a
ideia de que um dos tripulantes poderia ser implantado com um
embrião do alien que mais tarde sairia dele, achando que
esse
era um dispositivo de roteiro interessante para que a criatura entrasse
na nave.

Ao
escrever o roteiro, O'Bannon se inspirou em obras anteriores de
ficção científica e terror. Ele mais
tarde afirmou
que "Eu não roubei Alien de ninguém. Eu roubei de
todos!".  The Thing from Another World (1951) inspirou a ideia
de
homens profissionais sendo perseguidos por uma mortal criatura
alienígena através de um ambiente
claustrofóbico.  Forbidden Planet (1956) lhe deu a
ideia de
uma nave sendo avisada para não pousar, e então
sua
tripulação sendo morta, um por um, por uma
misteriosa
criatura após terem ignorado o aviso.  Terrore
nello Spazio
(1965) contém uma cena em que o heroi descobre um enorme
esqueleto alienígena; isso inspirou a descoberta da
tripulação da Nostromo da enorme criatura
alienígena na nave abandonada.  O'Bannon
também
salientou a influência de "Junkyard", um conto de Clifford D.
Simak em que uma tripulação pousa em um asteroide
e
descobre uma câmara cheia de ovos.  Ele
também citou
como influências Strange Relations, de Philip José
Farmer,
que fala sobre a reprodução
alienígena, e
vários títulos de terror da EC Comics em
histórias
que tinham monstros saindo de dentro das pessoas.

Com por
volta de 85% do enredo completo, Shusett e O'Bannon apresentaram seu
roteiro incial para vários estúdios,  o
chamando de
"Jaws no espaço".  Eles estavam quase assinando um
acordo
com o estúdio de Roger Corman quando um amigo se ofereceu
para
arranjar um acordo melhor, passando o roteiro para Walter Hill, David
Giler e Gordon Carroll, que haviam formado uma companha de
produção chamada Brandywine Productions que era
próxima da 20th Century Fox.  O'Bannon e Shusett
assinaram
um acordo com a Brandywine, porém Hill e Giler
não
estavam satisfeitos com o roteiro e o reescreveram e revisaram
várias vezes.  Isso causou tensão com os
dois
roteiristas, já que os produtores tinham pouca
experiências com ficção
científica e de
acordo com Shusett: "Eles não eram bons em fazê-lo
melhor,
ou até não fazê-lo pior".

O'Bannon achou que eles estavam
criando uma
justificativa para tirar seu nome do roteiro e afirmar que era
deles.  Hill e Giler adicionaram elementos substanciais
à
história, incluindo o andróide Ash que O'Bannon
achou ser
um subenredo desnecessário,  porém que
Shusett
posteriormente descreveu como "uma das melhores coisas no filme ...
toda aquela ideia e estrutura era deles". No total, Hill e Giler
fizeram oito rascunhos diferentes do roteiro, a maior parte se
concentrando no subenredo de Ash, mas também fazendo o
diálogo parecer mais natural e cortando algumas das
sequências que se passavam no planetoide.
Apesar das inúmeras reescritas, a 20th Century Fox
não
expressou confiança para financiar um filme de
ficção científica. Entretanto,
após o
sucesso de Star Wars em 1977, o interesse do estúdio no
gênero cresceu substancialmente. De acordo com Carroll:
"Quando
Star Wars saiu e foi um sucesso extraordinário, de repente a
ficção científica era o
gênero do momento".
O'Bannon lembra que "Eles queriam acompanhar Star Wars, e eles queriam
acompanhar rápido, e o único roteiro de naves
espaciais
que tinham era Alien".  Alien recebeu luz verde da 20th
Century
Fox e um orçamento inicial de US$ 4.2 milhões.

Direção
e desenho de produção




 

O'Bannon
originalmente
achou que dirigiria Alien, porém a 20th Century Fox pediu
para
Hill dirigir.  Hill recusou por ter outros compromissos e
também porque não estava confortável
em dirigir um
filme com o número de efeitos visuais que seriam
necessários.  Peter Yates, Jack Clayton e Robert
Aldrich
foram considerados para o trabalho, porém O'Bannon, Shusett
e a
equipe da Brandywine acharam que esses diretores não
levariam o
filme à sério e o tratariam como um filme B de
monstros.  Giler, Hill e Carroll haviam ficado impressionados
pelo
filme de estreia do diretor Ridley Scott, The Duellists (1977), e lhe
fizeram uma oferta para dirigir Alien, que Scott rapidamente
aceitou.   Scott criou storyboards detalhados para o
filme em
Londres, o que impressionou a 20th Century Fox ao ponto de dobrarem o
orçamento do filme para US$ 8.4 milhões 
Seus
storyboards incluiam desenhos para as naves espacias e para as roupas
espaciais, tirando incluências de 2001: A Space Odyssey e
Star
Wars.  Todavia, ele queria enfatizar o terror em Alien ao
invés da fantasia, descrevendo o filme como o "The Texas
Chain
Saw Massacre da ficção científica".

O'Bannon
mostrou a Scott os trabalhos de H. R. Giger; ambos acharam que a
pintura Necronom IV era o tipo de representação
que eles
queriam para o antagonista do filme e começaram a pedir para
que
o estúdio o contratasse como desenhista.  A 20th
Century
Fox inicialmente acreditava que os trabalhos de Giger eram muito
sinistros para o público, porém a equipe de
Brandywine
foi persistente a ele acbou sendo contratado.  De acordo com
Carroll: "No momento que Ridley [Scott] viu o trabalho de Giger, ele
soube que seu maior problema de desenho, talvez o maior problema de
todo o filme, tinha sido resolvido".  Scott voou para Zurique
para
se encontrar com Giger e o recrutou para trabalhar em todos os aspectos
do Alien e seu ambiente, incluindo a superfície do
planetoide, a
nave espacial abandonada e todas as formas da criatura desde ovo
até adulto.

O'Bannon
trouxe os artistas Ron Cobb e Chris Foss (com quem ele havia trabalhado
em Dark Star e Dune, respectivamente) para trabalhar no desenho de
todos os aspectos humanos do filme como a nave espacial e as roupas
espaciais.  Cobb criou centenas de esboços
preliminares dos
interiores e do exterior da nave, que passou por vários
desenhos
conceituais e muitos nomes como Leviathan e Snark enquanto o roteiro
era desenvolvido. O nome final da nave era derivado do
título do
romance de 1904 Nostromo: A Tale of Seaboard, escrito por Joseph
Conrad, enquanto a nave de escape, chamada de Narcissus no roteiro,
recebeu seu nome em homenagema novela de 1897 The Nigger of the
'Narcissus':

 A
Tale of the Sea , também de Conrad.  A equipe de
produção elogiou a habilidade de Cobbpara mostrar
os
ambientes interiores da nave de uma maneira realista e
crível.
Sob a direção de Scott o desenho da Nostromo
passou a ser
uma nave de 240 m de comprimento rebocando uma plataforma de 3.2 km de
extensão por 2.4 km de largura.  Cobb
também criou
alguns desenhos conceituais do Alien, porém eles
não
foram usados.  Jean Giraud também trabalhou no
projeto
durante alguns dias, e suas visões para os figurinos
serviram de
base para as roupas espaciais criadas pelo figurinista John Mollo.




(Me ofende
filmes que
são tão superficiais que se baseiam em seus
efeitos
visuais, e é claro filmes de ficção
científica são famosos por isso. Sempre achei que
há outro jeito de se fazer isso: grande esforço
deve ser
gasto processando a nave espacial, ou viagem espacial, qualquer que
deve ser o cenário fantástico da sua
história
– o mais convincente possível. Desse modo a
história e os personagens mergulham e eles se tornam mais
reais.


–Ron
Cobb sobre seus desenhos para Alien.)

 Seleção
de elenco


A
seleção
de elenco e os testes para Alien ocorreram em Nova Iorque e
Londres.  Com apenas sete personagens humanos na
história,
Scott procurou contratar atores fortes para que ele pudesse focar a
maior parte de sua energia no estilo visual do filme.  Ele
contratou o diretor de elenco Mark Selway, que havia trabalhado com ele
em The Duellists, para cuidar da seleção de
elenco no
Reino Unido, enquanto Mary Goldberg cuidou da
seleção nos
Estados Unidos.  Ao desenvolver a história,
O'Bannon se
focou em escrever o Alien primeiro, desenvolvendo os personagens
humanos depois.  Em consequência, ele e Shusett
escreveram
todos os personagens como homens genéricos, com uma nota no
roteiro dizendo "A tripulação é unisex
e todos os
papéis são permutáveis para homens e
mulheres".  Isso deixou Scott, Selway e Goldberg com liberdade
para interpretar os personagens de sua própria maneira e
escolher os atores de acordo. Eles queriam que a
tripulação da Nostromo se parecesse com
trabalhadores
astronautas em um ambiente realista, um conceito resumido como
"caminhoneiros no espaço".  De acordo com Scott,
esse
conceito foi inspirado parcialmente por Star Wars, que sai do futuro
perfeito anteriormente mostrado na ficção
científica da época.


Os membros
do elenco de Alien eram:




wallpaper
alien


Tom
Skerritt como Dallas, o Capitão da Nostromo. Skerritt
recebeu a
oferta do papel cedo no desenvolvimento do filme, porém
recusou
já que o projeto ainda não tinha um diretor e
tinha um
orçamento baixo. Mais tarde, quando Scott se tornou o
diretor e
o orçamento foi dobrado, Skerritt aceitou o papel de Dallas.


Sigourney
Weaver como
Ripley, a Subtenente abordo da Nostromo. A decisão de ter
uma
mulher como protagonista do filme foi feita por Giler e Hill, achando
que isso ajudaria Alien a se sobressair entre os filmes do
gênro
dominados por homens.  Weaver, que tinha experiência
na
Broadway porém era desconhecida em filmes, impressionou
Scott,
Giler e Hill com seu teste. Ela foi o último membro do
elenco a
ser contratada, e fez a maioria de seus teste no estúdio,
enquanto os cenários estavam sendo
construídos.  O
papel de Ripley foi o primeiro papel principal de Weaver no cinema, e
ela recebeu uma indicação ao Saturn Award de
Melhor Atriz
e outra para o BAFTA de Estrela Promissora em Papel Principal.

Veronica
Cartwright como Lambert, a Navegadora da Nostromo. Cartwright tinha
experiência prévia em filmes de
ficção
científica e terror.  Ela originalmente fez o teste
para
Ripley, e não foi informada que havia sido escalada para
interpretar Lambert até chegar em Londres para fazer seus
figurinos.  Ela não gostou da fraqueza emocional da
personagem,  mesmo assim aceitou o papel: "Eles me convenceram
que
eu era os medos do público; eu era o reflexo daquilo que o
público estava sentindo".  Cartwright venceu o
Saturn Award
de Melhor Atriz Coadjuvante por sua performance.


Harry Dean
Stanton como
Brett, o Engenheiro Técnico. As primeiras palavras de
Stanton
para Scott durante seu teste foram "Eu não gosto de filmes
de
ficção científica ou de
monstros".  Scott
adorou e convenceu Stanton a aceitar o papel afirmando que Alien seria
um thriller mais parecido com And Then There Were None.


John Hurt
como Kane, o
Primeiro Oficial da Nostromo que se torna o hospedeiro do Alien. Hurt
era a primeira opção de Scott para Kane,
porém ele
estava com contrato para trabalhar em um filme na África do
Sul
ao mesmo tempo que Alien, então Jon Finch foi escalado para
o
papel
.

Entretanto,
Finch ficou doente durante o primeiro dia de filmagens e foi
diagnosticado com diabetes, que também havia se exacerbado
para
um caso de bronquite.  Hurt estava em Londres na
época, seu
projeto na África do Sul não havia dado certo, e
rapidamente substituíu Finch.  Ele foi indicado ao
BAFTA de
Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação.


Ian Holm
como Ash, o
Oficial de Ciências que revala-se ser um andróide.
Holm,
um ator que em 1979 já havia aparecido em mais de vinte
filmes,
era o membro do elenco mais experiente em Alien.


Yaphet
Kotto como
Parker, o Engenheiro Chefe. Kotto foi escalado parcialmente para dar
diversidade ao elenco e para dar a tripulação da
Nostromo
um "ar" internacional.  Kotto recebeu uma cópia do
roteiro
devido à seu sucesso em Live and Let Die, porém o
ator e
seu agente debateram um pouco antes dele receber a oferta para
interpretar o papel.

Bolaji
Badejo como o Alien. Um estudante nigeriano, Badejo foi descoberto em
um bar por um membro da equipe de seleção de
elenco, que
o colocou em contato com Scott.  Scott acreditava que Badejo,
com
2,18 m de altura e bem magro, poderia interpretar o Alien e parecer que
seus braços e pernas eram longos de mais para serem reais,
criando a ilusão que era impossível uma pessoa
estar
dentro do figurino.  Os dublês Eddie Powell e Roy
Scammell
também interpretaram o Alien em algumas cenas.


Para ajudar
os atores a
se prepararem para seus papéis, Ridley Scott escreveu
várias páginas de histórias para cada
personagem,
explicando seus passados.  Ele filmou vários dos
ensaios
para capturar a espontaneidade e improvisação, e
tensões entre alguns membros do elenco, particularmente para
a
sem experiência Weaver, traduzindo convincentemente as
tensões entre as respectivas personagens.


O
crítico de
cinema Roger Ebert aponta que os atores de Alien eram mais velhos do
que o comum para filmes de terror/suspense da época, o que
ajudou os personagens se tornarem mais convincentes:

Nenhum era particularmente jovem.
Tom Skerritt, o
capitão, tinha 46, Hurt tinha 39 mas parecia ser mais velho,
Holm tinha 48, Harry Dean Stanton tinha 53, Yaphet Kotto tinha 42, e
apenas Veronica Cartwright com 29 e Weaver com 30 estavam na
média de idade de elencos de terror/suspense usuais. Muitos
filmes recentes de ação têm atores
improvavelmente
jovens escalados em papeis principais ou secundários,
porém por tender aos mais velhos, Alien alcança
uma certa
textura sem querer fazer questão: Esses não
são
aventureiros, são trabalhadores, contratados para trazer 20
milhões de toneladas de minério para a Terra.
     
David McIntee, autor do livro Beautiful Monsters: The Unofficial and
Unauthorised Guide to the Alien and Predator Films, observa que parte
da eficiência do filme em assustar o público "vem
do fato
que o público pode se identificar com todos os personagens
...
Todos abordo da Nostromo são trabalhadores normais e comuns
como
todos nós. Eles apenas vivem e trabalham no futuro".

Cenários e
filmagens

As filmagens de Alien duraram quatorze semanas, de 5 de julho
até 21 de outubro de 1978. As filmagens ocorreram no
Shepperton
Studios em Londres, enquanto as filmagens dos modelos e miniaturas
foram feitas no Bray Studios.  O tempo de
produção
foi curto devido ao baixo orçamento e a pressão
vinda da
20th Century Fox para que tudo fosse finalizado à
tempo. 
Uma equipe de 200 trabalhadores e técnicos construiram os
três cenários principais: a superfície
do
planetoide alienígena, os interiores da Nostromo e a nave
espacial abandonada.  O desenhista de
produção Les
Dilley criou miniaturas 1/24 da superfície do planetoide e
da
nave abandonada baseado nos desenhos de Giger, e então criou
moldes para aumentar seus tamanhos para virarem diagramas que formariam
os cenários de madeira e fibra de vidro.  Toneladas
de
areia, gesso, fibra de vidro, pedras e cascalho foram enviadas para o
estúdio para serem esculpidas como a paisagem
desértica
do planetoide, que os atores andariam sobre usando os figurinos das
roupas espaciais.

 As
roupas eram espeças, volumosas e forradas com
náilon,
não tinham nenhum sistema de
refrigeração e,
inicialmente, nenhuma ventilação para o
dióxido de
carbono da repiração pudesse sair. 
Combinada com
uma onda de calor, essas condições quase fizeram
os
atores desmaiarem, e enfermeiros tinham de ficar por perto com
cilindros de oxigênio para ajudá-los a continuar o
trabalho.  Para cenas que mostram o exterior da Nostromo, um
trem
de pouso de 18 m foi construído para passar a
sensação da nave ser gigante. Scott achou que ela
não parecia grande o bastante, então ele fez com
que seus
dois filhos e dois câmeras assumissem o lugar dos atores,
usando
roupas espaciais menores para que o cenário parecesse
maior.  A mesma técnica foi usada para a cena em
que os
tripulantes encontram uma enorme criatura espacial dentro da nave
abandonada. As crianças quase desmaiaram devido ao calor,
eventualmente sistemas de oxigênio foram adicionados para
ajudar
na respiração dos atores.

Os
cenários dos três convéses da Nostromo
foram
criados, cada um, quase inteiramente em uma peça
única,
cada convés ocupando um estúdio separado e as
várias salas conectadas por corredores. Para se movimentarem
pelos cenários os atores tinham de navegar pelos corredores
da
nave, adicionando o sentimento de claustrofobia e realismo para o
filme.  Os cenários usavam grandes transistores e
monitores
de baixa resolução para criar uma
aparência "usada"
e industrial, e também para que parecesse que a nave tinha
sido
construída com uma tecnologia antiga melhorada. 
Cobb criou
os símbolos industriais e os vários
códigos de cor
para várias áreas e aspectos da nave.  A
companhia
dona da Nostromo não é revelada durante o filme,
sendo
chamada pelos personagens apenas como "a companhia". Entretanto, o nome
e o logotipo da "Weylan-Yutani" aparece em vários lugares e
objetos, como computadores e canecas.  Cobb criou o nome para
implicar uma aliança de negócios entre o Reino
Unido e o
Japão, tirando "Weylan" da British Leyland Motor Corporation
e
"Yutani" de seu vizinho japonês.  A
sequência Aliens
(1986) nomeia a companhia como "Weyland-Yutani".



           
       
           
       
           
       
           
       
           
     ?

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