BUSSUNDA-BIOGRAFIA

                                                      Bussunda
Bussunda (nome artístico de Cláudio Besserman Viana,  Rio de Janeiro, 25 de junho de 1962 — Vaterstetten, 17 de junho de 2006) foi um ator, humorista e dublador brasileiro e membro do grupo Casseta & Planeta.
Não tendo sucesso na escola e na faculdade, Bussunda encontrou no humor e na alegria o que ele realmente queria fazer da vida, vivia dizendo que o humor o havia salvado. Junto com seus companheiros do grupo Casseta & Planeta, construiu uma carreira na Rede Globo. Além do bom humor, uma de suas fortes características era zombar do próprio fato de ser comilão, o que o levava a imitar personagens com semelhante qualidade.

 

 

Com os mesmos companheiros de televisão escreveu onze livros, lançou três discos, encenou uma peça de teatro e protagonizou um filme em 2003, A Taça do Mundo é Nossa (com um segundo, Seus Problemas Acabaram, lançado em 2006 postumamente). Ainda no cinema, fez uma participação especial no filme Como ser solteiro e dublou o personagem principal da animação Shrek.
Faleceu na Alemanha enquanto realizava a cobertura da Copa do Mundo de 2006 para o “Casseta & Planeta”

                           Biografia
Cláudio Besserman Vianna nasceu em 25 de junho de 1962, no Rio de Janeiro. Estudou nos colégios Dayse Serra, Princesa Isabel e Hélio Alonso. Aos 13 anos, decidiu seguir os passos do pai, o médico Luis Guilherme Vianna, e da mãe, a psicanalista Helena Besserman, que militavam no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Passou, então, a freqüentar as reuniões do Partido. Até os 18 anos, Bussunda – apelido que ganhou quando criança e que adotou pelo resto da vida – dedicou-se à militância.

Em 1980, Bussunda trocou o PCB pelo diretório da faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No primeiro ano de curso, fundou uma chapa batizada de “Overdose, Esfaqueie sua Mãe” e começou a colaborar com os amigos Beto Silva, Marcelo Madureira, Cláudio Manoel e Hélio de La Peña, escrevendo a Casseta Popular, um jornal de humor mimeografado, criado para gozar o movimento estudantil.

Em 1983, os redatores da Casseta Popular começaram a colaborar com o Planeta Diário, jornal com a mesma verve debochada e iconoclasta escrito por Hubert, Reinaldo e Cláudio Paiva. Em 1984, os humoristas da Casseta e do Planeta criaram em conjunto a Editora Toviassú. A empresa foi transformada, mais tarde, na Toviassú Produções Artísticas, responsável pelos negócios do grupo. A Casseta Popular se desenvolveu como publicação de humor e se transformou em revista em 1986, com tiragem de milhares de exemplares.

Bussunda conciliava a produção da Casseta Popular com um estágio no Museu da Imagem e do Som (MIS), depois substituído pela assessoria de imprensa do então candidato a prefeito Marcelo Cerqueira. No 6º ano do curso de jornalismo, abandonou a faculdade para se dedicar exclusivamente ao humorismo.

Em 1988, membros do Casseta Popular e do Planeta Diário escreveram o programa Vandergleison Show, exibido pela TV Bandeirantes. No ano seguinte, foram convidados por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho para integrar a equipe de redatores do humorístico TV Pirata, do qual também faziam parte os atores Miguel Falabella e Pedro Cardoso, o escritor Luis Fernando Verissimo e os dramaturgos Vicente Pereira e Mauro Rasi, entre outros. Cláudio Paiva, que deixara o Planeta Diário, era o redator final. O programa, dirigido por Guel Arraes, se tornou um marco no humor da televisão brasileira.

Também em 1988, agora já totalmente unidos e atendendo pelo nome de Casseta & Planeta, Bussunda e seus companheiros estrelaram o show Eu vou tirar você desse lugar, que fez grande sucesso e ajudou a popularizar a imagem dos humoristas como grupo. Em 1989, lançaram o disco Preto com um Buraco no Meio, puxado pelo hit Mãe é Mãe, no qual Bussunda fazia uma imitação do cantor Tim Maia e cantava o controverso refrão: “Mãe é mãe/paca é paca/mulher, não/mulher é tudo vaca!’.

Ainda em 1989, Bussunda estreou como o apresentador do Cabeça Feita, programa de entrevistas da TV Educativa no Rio. O programa durou um ano; deixou de ser exibido no dia em que Bussunda entrevistou uma prostituta e um garoto de programa. Com a experiência na TVE, o humorista ganhou desenvoltura em frente às câmeras, o que lhe seria de grande utilidade no carnaval de 1990, quando participou, com o resto do Casseta & Planeta, da transmissão do evento feita pela TV Globo.

 

 

Com o término do TV Pirata, em 1990, o Casseta & Planeta passou a integrar a equipe do Dóris para Maiores. No programa, os humoristas apareciam diante das câmeras, fazendo falsas enquetes e reportagens, seguindo à risca o famoso slogan do grupo: “jornalismo mentira, humorismo verdade”, que norteou o lançamento, em abril de 1992, do Casseta e Planeta, Urgente!

Durante 14 anos no Casseta & Planeta, Urgente!, Bussunda encarnou diversos tipos cômicos – como o Marrentinho Carioca, do Tabajara Futebol Clube, ou o halterofilista Montanha – e se consagrou com paródias e caricaturas de figuras ilustres, como as dos jogadores de futebol Ronaldinho e Diego Maradona, a da atriz Vera Fisher e a do presidente Lula. Também protagonizou cenas insólitas, como quando entrou nas dependências do Ministério da Fazenda, vestido de mãe-de-santo, para “desenterrar” um sapo debaixo da mesa de um ministro. Por coisas desse tipo chegou a ter sua entrada no Congresso proibida pelo deputado Ibsen Pinheiro durante a votação do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

Em 1995, Bussunda e seus companheiros apresentaram o quadro Plantão Casseta & Planeta, exibido no Fantástico. Em esquetes curtos, dirigidos por José Lavigne e exibidos ao longo do programa, os humoristas transformavam em piada as notícias mais importantes da semana.

Como integrante do Casseta & Planeta, Bussunda lançou mais de uma dezena de livros de humor e mais de uma centena produtos, licenciados com a marca do grupo. Também escreveu e estrelou os longas-metragens A Taça do Mundo é Nossa (2003), dirigido por Lula Buarque de Hollanda, e Seus Problemas Acabaram (2006), de José Lavigne. O humorista já havia participado do filme Zoando na TV (1998), estrelado pela apresentadora Angélica, e fôra o dublador do personagem principal do desenho animado Shrek (2002).

Bussunda era torcedor apaixonado do Flamengo e chegou a assinar colunas sobre futebol nos jornais O Dia e Lance! e na revista Placar. Junto com o Casseta & Planeta, participou das coberturas da TV Globo das Copas do Mundo dos Estados Unidos (1994), da França (1998), da Coréia e Japão (2002) e da Alemanha (2006).

No dia 17 de junho de 2006, durante a Copa da Alemanha, Bussunda sofreu um ataque cardíaco em Parsdorf, a 16km de Munique, e morreu enquanto ainda era atendido por paramédicos do hotel onde a equipe do programa estava hospedada. Em sua homenagem,  durante os Jogos Pan-Americanos realizados no Rio de Janeiro em 2007, a principal avenida da Vila do Pan recebeu o nome de Cláudio Besserman Vianna.

 Vida pessoal
Bussunda nasceu no Rio de Janeiro, filho de Luís Guilherme Viana e Helena Besserman Viana. Era torcedor do Flamengo. Casou-se em 1989 com a apresentadora Angélica Nascimento, de quem teve uma filha, Júlia, em 1993. Seu irmão Sérgio Besserman foi presidente do IBGE (por isso às vezes o IBGE era chamado no programa humorístico Casseta & Planeta, de que Bussunda participava, de “Instituto do Irmão do Bussunda”).

 

 

Carreira
Bussunda não tinha interesse pelos estudos. Quando adolescente, chegou a ser reprovado com nota zero em todas as matérias. Ainda assim, no vestibular ficou em penúltimo lugar para o segundo semestre do curso de comunicação social da UFRJ. Como o mesmo disse:
Na faculdade pública meus pais não podiam reclamar que pagavam mensalidade e a faculdade ajudava no meu projeto de vida de não fazer nada. Não me formei, mas foram ótimos anos.
Ele começou sua carreira trabalhando como redator do jornal humorístico Casseta Popular. Fundado por Beto Silva, Marcelo Madureira e Hélio de la Peña em 1978, o jornal fez sucesso no início da década de 1980 ao combinar o humor escrachado com a crítica política e de comportamento. Na época, ele ainda era estudante de jornalismo na UFRJ. Esse jornal daria origem à revista Casseta Popular e viria a se tornar um dos embriões do Casseta & Planeta.

Nos anos 80 Bussunda inicia suas participações na TV, primeiro como apresentador do programa adolescente de debates Cabeça Feita (TVE Brasil), mais tarde (1988) contratado como redator do programa TV Pirata, que era exibido na Rede Globo. Ainda em 1988, Bussunda se tornou destaque natural do show Eu vou tirar você desse lugar, início da parceria musical da Casseta Popular com o Planeta Diário (mais tarde, Banda Casseta & Planeta). A parceria se estenderia aos programas Doris para Maiores (1991) e Casseta & Planeta, Urgente! (1992 em diante).
Desde 1992, era um dos protagonistas do programa humorístico Casseta & Planeta, Urgente!, exibido pela Rede Globo. Mesmo após a criação do programa, Bussunda continuou a atuar como cronista e jornalista independente. Por exemplo, ele colaborou com várias revistas esportivas, como Lance! e Placar. Ele também participou de campanha publicitária “Sou da Boa”, da Cerveja Antarctica.

 

 

  Apelido
O apelido pelo qual Bussunda viria a ser conhecido no Brasil, teria vindo da aglutinação dos nomes Besserman e Sujismundo. Bussunda, ainda adolescente, na colônia de férias Kinderland, foi apelidado de “O Besserman Sujismundo” pelos seus colegas; daí “Bessermundo”, e mais tarde, “Bussunda”. O próprio Bussunda, apresentava uma versão diferente para a origem do seu apelido, dizia que era a mistura “das duas coisas que eu mais gosto – aquela que começa com ‘Bus’ e aquela que termina com ‘unda'”.

   A morte

Morreu em decorrência de um ataque cardíaco em 17 de junho de 2006, no hotel em que estava, o Erb Best Western, no bairro de Parsdorf (município de Vaterstetten), a 16 km do centro de Munique, onde acompanhava a Copa do Mundo. No dia anterior, após uma partida de futebol com amigos do Casseta & Planeta e alguns hóspedes do hotel, sentiu-se mal, mas dispensou assistência médica. Na manhã seguinte, após acordar, foi tomar o café da manhã no hotel onde estava hospedado e começou a passar mal; um grupo de paramédicos que também estavam hospedados no hotel foram chamados, tentaram reanimá-lo por mais de uma hora, mas foi um esforço em vão. Bussunda já havia morrido, às 8h30, hora local (3h30 no horário de Brasília). Faleceu 8 dias antes de seu aniversário de 44 anos.
O corpo de Bussunda foi sepultado no domingo, um dia depois de sua morte, no cemitério São João Batista na capital fluminense.
Enterrado como um “cristão”, este fato gerou e ainda gera muitas controvérsias entre a comunidade judaica e a família do humorista, pois ele sempre reiterava que era judeu e influenciado pela religião e cultura judaica, tendo sido membro da Hashomer, da linha sionista-socialista.

 

 

Em maio de 2010, o jornalista Guilherme Fiuza lançou o livro Bussunda – A vida do Casseta, uma biografia sobre Bussunda e um pouco da história dos “cassetas”.
Repercussão
O colega de programa Helio de la Peña chamou o amigo de gênio: “Ele era o ponto de equilíbrio do grupo. Não sabemos como vamos ficar sem ele”.
Claudio Manoel lamenta o ocorrido com o colega: “É difícil falar sobre este momento. Somos amigos de infância, moramos juntos, não consigo me lembrar de nenhum momento sem ele. É uma tsunami. Estou soterrado”
Beto Silva também lamentou a morte do amigo: “Bussunda era uma pessoa do bem, um gênio, um grande amigo. É uma perda para o Brasil”.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse em nota que “Bussunda era um grande artista, jovem símbolo da criatividade e irreverência brasileira”.

     CBF
Jogadores da seleção brasileira e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, manifestaram pesar pelo falecimento do humorista Cláudio Besserman Viana, o Bussunda.
Alvo de paródias de comediante do Casseta & Planeta, o atacante Ronaldo expressou tristeza pela morte “de uma pessoa de quem tinha se tornado admirador”, segundo o site da CBF. Bussunda morre, por ironia, num momento em que se especula sobre os problemas de saúde do atacante Ronaldo, um dos personagens mais parodiados pelo comediante.

Flamengo
O Clube de Regatas do Flamengo, ao saber da morte do comediante, decretou luto oficial de três dias em homenagem a Bussunda.
Bussunda era sócio-honorário do Flamengo, assíduo torcedor e sempre ajudando o mesmo em campanhas publicitárias para ajudar o time do coração. Devido a este amor, o velório do humorista ocorreu no dia seguinte à sua morte, no Ginásio Hélio Maurício, dentro da sede do Flamengo.

  Polêmica no enterro
Até o enterro do humorista Bussunda gerou polêmicas. O comediante sempre se disse judeu, mas foi enterrado em um cemitério cristão, devido possivelmente à vontade de sua esposa. A comunidade judaica, através de José Roitberg, pronunciou-se dizendo:
Bussunda sempre se considerou judeu. Nos causou estranheza a nota do empresário dele, dizendo que Bussunda era um “judeu não praticante, por isso, não seria enterrado em um cemitério judaico”. É uma asneira completa.
Nome de rua
A principal avenida da Vila do Pan, no Rio de Janeiro, onde foram realizados os Jogos Pan-americanos de 2007, recebeu o nome “Cláudio Besserman Vianna”, em homenagem ao humorista.

  A “primeira morte”

Os próprios membros do Casseta & Planeta já brincaram com a morte do humorista, em 2003, numa piada noticiada na própria página oficial do grupo, três anos antes dele falecer.
A reportagem trazia, além do “anúncio”, uma entrevista post mortem com o humorista, realizada através da “brincadeira do copo”, no qual o grupo irreverentemente brincava com o assunto, tabu para alguns, com Bussunda declarando que o paraíso “é maneiro. Se vocês soubessem como é, iam morrer de inveja”. Bussunda não se incomodou em posar para uma foto dentro de um caixão
A piada sobre a morte de Bussunda foi uma resposta do grupo ao boato espalhado pelo popular site humorístico, o Cocadaboa, que havia divulgado a morte do humorista no “Bolão Pé da Cova”, seção do site na qual os participantes podem apostar em quais celebridades acham que não sobreviverão ao próximo ano.
Como mensagem final, Bussunda declarava na entrevista, sempre irreverente que “Agora que eu morri vocês não precisam mais perder tempo assistindo ao programa, comprando livros e acessando o site… Vá todo mundo se f****!!!”.
O mesmo Cocadaboa, dias depois, voltaria ao assunto, “denunciando” uma conspiração da Globo para “ocultar a morte” do humorista, enquanto o grupo se refazia e tentava se preparar para continuar o programa .

     Personagens

Reais
Luís Inácio Lula da Silva
Ronaldo
Sérgio Chapelin (Sérgio Chapeleta)
Eurico Miranda
Antônio Carlos Magalhães
Diego Maradona
Dr. Sério de Mellado (César de Mello, interpretado na novela original por José Mayer)
Aquilino Santana (Inquilino Santana)
Boris Iéltsin
Zeca Camargo (Jeca Camargo)
Erik Ermo, paródia da personagem Cláudio Moretti interpretada pelo ator Erik Marmo)
Fictícios
Ulson Montanha: melhor amigo de Carlos Maçaranduba.
Marrentinho Carioca: um dos “astros” do time, que só sabia reclamar com seu bordão: ih, fala sério, aí!
Seringueiro, que sempre aparecia no programa reclamando da “única piada de seringueiro do mundo” (que dizia que “seringueiro passa o dia inteiro no meio do mato tirando leite do pau”).
Wladimir: estudante revolucionário socialista que arquiteta, junto a seus companheiros do PANAC, o roubo da Taça Jules Rimet, conquistada pelo Brasil na Copa do Mundo de 1970. Seu verdadeiro nome é Frederico Eugênio.
Carcereiro Paquetá

                 Obras

Estão incluídas aqui obras realizadas em conjunto com o Casseta & Planeta.
Livros

Bussunda foi co-autor dos livros coletivos do Casseta & Planeta e lançou dois livros solo: Bussunda na Copa (1994) e Alô, rapaziada (1995).
Discos

Preto com um Buraco no Meio (acusado de racismo, mas o “preto” era o LP) – 1989
Para Comer Alguém – 1994
The Bost of Casseta & Planeta – 1999
Shows
Uma lista incompleta:
Casseta in Concert: Coral Coro de Pica – 1984
Eu vou tirar você deste lugar – 1988
Preto com um buraco no meio – 1989
Casseta & Planeta Unfucked – 1996

      Filmes
Casseta & Planeta: A Taça do Mundo é Nossa (2003) – Fez o papel de Wladimir Illitch Stálin Tsé Tung Guevarra (também conhecido como Frederico Eugênio)
Casseta & Planeta: Seus Problemas Acabaram! (2006) – Último filme com o Casseta & Planeta. Lançado postumamente em 1º de Setembro de 2006.
Shrek (2001) e Shrek 2 (2004) – Bussunda foi responsável pela voz do personagem principal na versão brasileira, e seu trabalho rendeu reações variadas.
Zoando na TV (1999) – Fez o Papel de um Apresentador de Tv com um programa chamado “Show do Bolão”

     Televisão
Cabeça Feita – Anos 80 (apresentador e entrevistador)
Vandergleyson Show – 1987 (redator)
TV Pirata – 1988-1990 e 1992 (redator)
Doris para Maiores – 1991 (redator e repórter)
Casseta & Planeta, urgente! – 1992-2006 (redator e ator)
Jornais e revistas
Casseta Popular – 1981 a 1992 (datilógrafo, secretário e editor)
O Planeta Diário – 1984 a 1992 (colaborador)
Casseta & Planeta (revista) – 1992 a 1995 (editor)
O Estado de S. Paulo – Anos 90 (colunista do caderno Zap!)
O Dia – 1989 a 1999 (cronista esportivo)
Placar – Anos 90 (cronista esportivo)
Lance! – 2001-2006 (cronista esportivo)

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